estrada do caminho velho
devemos ir adiante?
erosão comigo mesmo
um vulto foi indo além
para lá adiante
onde estão depositados todas
as minhas ilusões perdidas;
há de se prosseguir, não há meia volta.
paro pra poder fumar,
queria deixar de fumar.
tenho sede, quero água,
a mais cristalina de todas,
quero poder me deixar deitar na grama
pra poder olhar o desconhecido
que habita em mim
será que podemos amar sem ter medo?
Lembro-me de meus pais
tão distantes daquilo que eu sou hoje
abandonei a mim mesmo
num esquecimento antigo,
numa estrada empoeirada de tão velha.
A distânia vai matando quem nós amamos.
fiz um caminho que parece triste.
Minha irmã pequenina agora é só memória
das fotos que revejo
é preciso sinceridade sem lirismo às vezes.
O que machuca jamais foi moldado à ouro.
Cá estou, longe de casa
sem saber retorna aos tempos de ciranda.
tenho vontade do algoz
do carinho de minha mãe
o tempo vai indo
e nós vamos indo junto com ele
ela disse que eu sentiria saudade dela
mas isso eu jamais omiti em mim.
É estranho me ver voltar pra
essa minha nova rotina.
Roupa suja, panela limpa, casa intocada, tv desligada.
Negligenciei o meu amor com todos
incosolável, é essa a palavra que faltava aqui...
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1 comentários:
Tão triste.
Só deu pra pensar nisso quando terminei de ler, mas esta lindo.
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