A casa vazia,
me dá todos os motivos
para limpá-la
em meu mais absoluto sigilo sobre mim mesmo.
Só ela e eu é que verdadeiramente sabemos o que faço de mim.
Suas paredes, seu chão de piso frio
O quadro-cópia de Gustav Klimt, pregado exausto na parede
Nossas garrafas vazias,
meu único copo, também todo ele preenchido de vazio
esses pequenos vãos das fechaduras
o prato sujo ainda da última refeição sob à mesa;
tudo isso contendo a reação das minhas meias ações.
Queria colocar um retrato na parede
daquela tarde que estaríamos
passeando no parque
e a noite não saberia vir até nós.
A tarde seria interminável, como os desejos são.
Queria encher dois copos com vinho
pra ouvir o barulho de um brinde anunciado
qualquer coisa de especial.
Sob a mesa um jantar que não fosse
aquela comida congelada
que todos os dias eu aqueço no forno.
A casa é só minha
ímpar comigo mesmo,
e vou deixando rastros aos pares
em todos os seus cômodos
só para poder limpá-la
em um final de tarde de domingo
só pra que eu possa me vestir com alguns retalhos de vida.
Mas hoje
Antes de limpá-la,
veio a vontade de
mudar os móveis e os objetos de lugar,
toda refeita e nova
sempre para mim...
quarta-feira, 17 de junho de 2009
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1 comentários:
Gracias a la vida,
que ha dando tanto!
Me ha dado la marcha de mis pies cansados.
Con ellos anduve ciudades y charcos,
playas y desiertos,
montanãs, y llanos.
Y la casa tuya, tu calle y tu patio.
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