terça-feira, 15 de julho de 2008

Frases que um dia disseram-me (parte I)

"Alcoólatra e tabagista, colocando toda vida num pedaço de papel."

"Esse aí não vale um vintém sequer"

"Fácil de amar e ainda mais fácil de odiar"

"O Gustavo é o REAL! É o bêbado na sua essência! Todos os outros o imitam!"

"Gustavo veja bem, dá pra parar com essa história de ton meghiston mathema?"

"Penso em várias coisas durante várias horas, talvez eu nunca deixe de pensar, o que é normal, mas é normal pensar em nosso amor na constância de minha existência?"

"Você é um bêbado que defende seus pontos de vista"


(Particularmente a que eu mais gosto)

"Pois não mocinha?"





sexta-feira, 11 de julho de 2008

Poema de Sóis

Ama-me baixinho
nesse tom de silêncio
que adentra o mar
quente pelo
calor do Sol
Ama-me assim
como se as horas
fossem crianças
que não sabem da existência das horas
Conforta teu corpo todo
no meu colo
deixando-nos cair
na ausência dos sons
enquanto a tarde se despede
eu também me despeço
porque cada poema meu
são
eternas despedidas para você
São todos os sóis
se despedindo
do mar
que se faz espuma
nas areias da praia
Cada poema
de sol
é um eterno querer os braços do mar...

domingo, 6 de julho de 2008

Te canto

Te canto


Canto versos
ao seu ouvido
que não podem
ser ditos aqui
Canto eternos
poemas,
das eternas
conversas com
o universo todo
Te canto
para acalmar
para beijar
enquanto falo
te canto
todas as estórias
do homem
todas as juras
já feitas e desfeitas
pelos séculos adentro
Te canto só pelo
prazer de ver nos teus olhos
os meus refletidos
Olhos pequenos
que foram feitos
só pra te cantar...

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Dica de um ardiloso

É preciso ter astúcia nos romances, é preciso saber driblar a falta que o outro sempre te fará por não ser aquilo que você é. Por isso é que sempre digo, ou dizem, não me lembro agora, mas o fato é que "é preciso amar como ator, enquadrar-se ao jeito dos outros, conquistar pelo vazio do outro, mas sabeis desde já que não é assim que se ama, mas não te aflinges, pois o tempo do amar é tão estranho e alheio que pessoa alguma saberia amar de verdade.
É preciso pensar que se ama, ser enganado, para ao menos, sentir um sopro mesmo que fraco de vida. Por não conseguir alcançar esse tempo do amar, quase um tempo ontológico, finja que ama alguém e se deixe ganhar um beijo, sinal de todo esse "amor eterno".
É preciso fingir como poeta, mas finja tanto que chegue a pensar ser amor, pra quem sabe um dia, isso não o venha enganar de uma tal maneira a ponto de você mesmo pensar que ama!
Se não sabeis ser bom fingidor, o que te resta é a última senteça proferida pelo amor que se finge de Amor: "Sabeis que não ama, mas tenta amar mesmo assim".
Já eu, prefiro fazer o que sempre fiz de melhor, amar o outro como quem ama a si mesmo.
Sabeis toda magnamidade e o valor disso? Espero que sim! Porque esse tempo do amar é tão demorado que só o aprenderiamos quando mortos, mas os mortos, não sabem beijar mais!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Oração

"...na falta de saber-me apaixonado, criei amores que jamais poderiam existir."

Oração


Ruas tão cheias
passam sobre mim
como um
último vento
que vêm soprar
nos meus ouvidos
secretas revelações
da cidade-sombra...
Ruas, avenidas,
supermercados, lojas cheias
Mas não,
Não o coração!
Queria mesmo
era me perder nos teus
contornos fortes
rezando bem baixinho
pela perda
de saber-me longe de ti...